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China deverá ter ano difícil

Foto: reprodução

As empresas têxteis chinesas provavelmente irão enfrentar o seu ano mais difícil em 2008. A competitividade dos preços dos produtos chineses, reconhecida mundialmente, está começando a se abalar, devido à valorização do yuan (moeda local), ao aumento dos custos com matérias-primas e aos apertos dos mercados europeu e americano, atingidos pela crise dos Estados Unidos (subprimes).

“O custo do comércio externo aumentou de 20% a 25% desde 2007, devido à crescente valorização do yuan”, afirmou Cai Minqiang, presidente do conselho de administradores da Guangdong Famory Co, o maior produtor do país de vestidos de noiva, em entrevista ao site Portugal Têxtil (veículo do CENIT- Centro de Inteligência Têxtil, uma organização sem fins lucrativos constituída por associações têxteis e de vestuário portuguesas).

Aliado à questão da moeda, o custo do trabalho também aumentou consideravelmente. Além disso, os valores crescentes do petróleo e das matérias-primas são outro problema. O preço da lã aumentou de 20% a 30% enquanto o carvão quase dobrou de preço por tonelada, em 2007, por exemplo.

Para completar, mais exigências em termos de proteção ambiental e a questão da eletricidade são outros pontos que afetam a indústria têxtil chinesa. Ano passado, oito empresas de estamparia e tinturaria em Foshan, cidade da província de Guangdong (um importante centro têxtil), foram fechadas por não cumprirem os requisitos de proteção ambiental exigidos.

Com isso, os produtores estão sendo obrigados a aumentarem seus gastos para se adequarem às exigências e continuarem no mercado. As indústrias de Foshan, por exemplo, contam com apenas quatro dias de fornecimento de eletricidade por semana, devido a um racionamento, o que as obrigou a comprar geradores a gasóleo.

Nessas circunstâncias, as empresas precisam se adaptar ao mercado. Uma das estratégias pensadas por alguns produtores é o deslocamento de fábricas para as regiões interiores do país, onde os custos do trabalho e das matérias-primas são muito mais baixos. Outra saída é fazer investimentos em tecnologia, para assim otimizar a produção. No entanto, todas as saídas requerem gastos, tornando o aumento do valor final dos produtos inevitável.

Tendo em vista esses problemas, a China provavelmente não continuará com o crescimento expressivo que obteve nos primeiros dois meses do ano, quando exportou 16,44 mil milhões de produtos têxteis e de vestuário, um crescimento de 5,7% em relação ao mesmo período de 2007.

2 comentários para “China deverá ter ano difícil”

  1. Silvia Marli Eidt em 24-04-2008 às 18:07 disse:

    Como posso saber mais sobre as fabricas da China obrigada.

    [Responder]

  2. Sandra Regina De Lucca Machado em 28-05-2008 às 21:09 disse:

    E agora? Como grande terremoto, como fica a indústria chinesa? Obrigada.

    [Responder]

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