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Giro em São Paulo

Centro das Artes

Bem pertinho do Brás, a pouquíssimos quilômetros do shopping Mega Polo Moda, há um quarteirão que reúne três grandes museus e um prédio que remonta a história dos primeiros paulistanos que aqui viveram. Estamos falando da Estação da Luz e dos museus Pinacoteca do Estado, Estação Pinacoteca e da Língua Portuguesa. Confira um pouquinho dessa história.

Arte para todos

PINACOTECA.jpgProjetado por Ramos de Azevedo em 1897, a Pinacoteca do Estado foi criada para abrigar o Liceu das Artes: instituição que na época formava os técnicos e artesãos que construíram as cidades que se enriqueciam com o plantio do café. Depois de um período muito grande de abandono, o prédio foi restaurado – isso já nos anos 90. Tudo foi reaproveitado para abrigar grandes exposições, que muitas vezes passam despercebidas pela população. Deveria ser justamente o contrário.

Como museu, por lá já passaram grandes exposições, como as dos artistas Miró e Rodin. Fora isso, o acervo da Pinacoteca conta com 4 mil peças de diferentes épocas. Obras de Cândido Portinari, Anita Malfatti, Victor Brecheret, Tarsila do Amaral e Di Cavalcanti estão lá. Vale mesmo uma visita. Afinal, você que gosta de moda deve saber que conhecer arte é entender também sobre as mudanças da moda. Elas caminham juntas.

Serviço

Estação Pinacoteca
Largo General Osório, 66 - Luz - São Paulo
Telefone: (11) 3337-0185
Aberto de terça a domingo, das 10h00 às 17h30

Filho de peixe…

esta____o_pinacoteca_1.jpg A Estação Pinacoteca abriga parte do programa de exposições temporárias e as mostras infantis realizadas pela Pinacoteca do Estado durante o ano. O prédio onde já funcionou, por mais de meio século, o Dops (Delegacia de Ordem e Política Social), foi inaugurado em 1914 e também projetado por Ramos de Azevedo. O espaço de 8 mil metros quadrados é perfeito para as muitas exposições que ali acontecem. No lindo projeto, dois espaços expositivos, um ateliê de impressão - para desenvolvimento de projetos de artistas - e um espaço para consulta pública ao acervo de 2000 gravuras pertencentes ao museu.

E imaginar que ali já ficaram os presos do Dops… Agora, é a vez do Memorial da Liberdade: quatro celas e um totem multimídia onde o público tem acesso ao acervo de fichas e prontuários de pessoas importantes para a história da cidade que passaram por lá. Faça uma visita - temos certeza que você vai querer voltar.

Serviço

Ingressos: R$ 4 e R$ 2 (1/2 entrada)
Grátis aos sábados
Estudantes com carteirinha e idosos pagam meia entrada
Crianças com até 11 anos não pagam

Visitas Monitoradas: ligar no setor Educativo pelo tel.: 3324-1000

Interação é a palavra

lingua_1.jpg Dentro da própria Estação da Luz, que a gente conta mais abaixo, existe o novíssimo Museu da Língua Portuguesa. Que idéia maravilhosa é essa, implantada nesta década. O bacana do museu é que ele é em formato interativo. O que isso quer dizer? Que os visitantes vão brincar com as palavras do nosso vocabulário de uma maneira lúdica e, por isso mesmo, vão aprender mais fácil. Segundo os próprios criadores do projeto, a Secretaria da Cultura paulista em conjunto com a Fundação Roberto Marinho, “o museu tem como alvo principal a média da população brasileira, composta de pessoas provenientes das mais variadas regiões e faixas sociais do país, mas que ainda não tiveram a oportunidade de obter uma idéia mais precisa e clara sobre as origens, a história e a evolução contínua da língua.”

Vale lembrar que foram gastos no projeto, que inclui muita tecnologia, R$ 37 milhões. E nada desse dinheiro valerá a pena se você não for lá brincar com a nossa língua portuguesa.

Rota do café

estacaonova_1.jpg Agora, sim, a Estação da Luz. Este maravilhoso prédio arquitetônico foi construído no fim da século XIX para ser a sede da Companhia São Paulo Railway. Mas não como o conhecemos hoje. Ali, nas primeiras décadas, funcionou a porta de entrada e saída do café – a grande economia da cidade na época.

A atual estação foi construída entre 1895 e 1901. Toda a estrutura foi trazida da Inglaterra e simbolizava o poder que a cidade começava a ostentar. Com o crescimento do município e um incêndio em 1940, a Estação da Luz entrou em estado de abandono. O próprio transporte ferroviário entrou em declínio, ajudando nesse processo. Só em 1990 que a região passou por uma grande reforma e o imponente galpão foi revivido. O arquiteto Paulo Mendes da Rocha foi quem assumiu a obra.

Hoje, a Estação da Luz voltou a ser porta de entrada da cidade, mas para a população da grande São Paulo que usa o transporte público para ir e vir. Ela é hoje a segunda estação mais movimentada de São Paulo - atende as linhas A, D e E (Expresso Leste). Pena que o restante do bairro ainda não foi revitalizado, já que um dia simbolizou o glamour da cidade.

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