Eva Joory é uma jornalista que sabe muito bem do que escreve. Seja na música, seja na moda. Essa carioca que fez carreira em São Paulo já passou pelas revistas “Vogue”, “Casa Vogue”, “vogue RG” e na “Folha de S.Paulo” - como colaboradora da editoria de moda do caderno “Ilustrada”. Na entrevista abaixo, Eva fala sobre moda brasileira, música universal e ainda dá dicas de filmes e livros indispensáveis.
Mega Polo Moda - Você acredita numa moda tipicamente brasileira?
Eva Joory - Não! Moda tem que ter uma linguagem universal. Você se veste para mostrar sua personalidade. No Brasil talvez devêssemos apostar mais nas cores e numa moda mais casual.
MPM - Onde as brasileiras erram e onde acertam na hora de se vestir?
EJ - Abusam demais da sensualidade quando não têm físico para tanto. Mostram demais. Quando acertam é no jeito sexy e jovem, alegre.
MPM - Como você define a moda feita nesta década?
EJ - Uma moda para quem tem personalidade.
MPM – A professora francesa de moda Marie Ruckie disse, quando veio ao Brasil, que achou os preços das lojas dos Jardins abusivos, mas que amou a moda feita na 25 de Março. O que você acha disso?
EJ - Para quem vem de fora é uma constatação natural. Na 25 de Março tem tudo o que o estrangeiro busca no Brasil: cores, sensualidade, preços, roupas divertidas e sem pretensão.
MPM – É a música que influencia a moda ou a moda que influencia a música?
EJ - É uma via de mão dupla. A moda está sempre presente no rock e no pop, no jeito dos cantores e cantoras se vestir, no jeito que eles criam as tendências e colocam nas ruas. E o rock também inspira a moda, as criações, no que vêem e buscam nas ruas.
MPM - Você, que adora ler e assistir sobre o assunto, indicaria quais livros e filmes para quem quer se aprofundar mais no tema moda?
EJ - Filmes: “Blow Up, “O Diabo Veste Prada”, “Velvet Goldmine”. Livros: “Bergdorf Blondes”, “Gossip Girl” e “It Girl”: divertidos e que abordam a moda no dia-a-dia.

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